O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, reconheceu que também tem responsabilidade pelo desgaste na relação com Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Em entrevista ao podcast Sports Market Makers, o dirigente afirmou que as divergências entre ambos não impedem futuras negociações entre os clubes, desde que os interesses institucionais sejam preservados.
A declaração ocorre após uma sequência de atritos públicos envolvendo os mandatários. Apesar do tom firme, Bap procurou separar as diferenças pessoais das decisões profissionais que podem envolver Flamengo e Palmeiras.

Bap e Leila Pereira podem voltar a negociar?
Segundo o presidente rubro-negro, a relação entre os dois clubes não depende de amizade entre seus dirigentes. Para Bap, Flamengo e Palmeiras precisam manter canais de diálogo abertos quando houver interesse em alguma operação.
“Flamengo e Palmeiras não precisam ser amigos, mas precisam sentar na mesa e discutir negócio como deve ser feito. Em relação à instituição, absolutamente nada contra. Ela não é culpada por tudo de ruim da relação, também tenho minha parte. O jogo tem isso, às vezes, umas cotoveladas, ofensas. Eu sei o que fiz, e ela também. Isso impede a gente de conversar? Não impede, especialmente se o tema for negócio.”
A fala indica que uma eventual negociação entre os clubes não seria descartada por causa dos desentendimentos recentes. Bap, porém, reforçou que confiança, respeito e cumprimento de acordos são fatores importantes nas relações entre dirigentes.
O que provocou o desgaste entre os presidentes?
Sem detalhar todos os episódios, Bap citou situações em que se sentiu desrespeitado e afirmou que determinadas atitudes deixam marcas na relação profissional.
“Você faz negócio com quem não confia, não conhece, não tem um nível mínimo de admiração? Se eu vou a um evento na sua casa e você me trata mal, por que você acha que vou te tratar bem? Você combina uma reunião, onde vai defender seu ponto de vista, mas quando chega no dia da reunião você fala que não vai ficar na reunião, mas que vai votar contra, sabendo que a votação tem que ser unânime. Quem bate esquece, quem apanha não esquece jamais.”
Na parte final da entrevista, o presidente do Flamengo afirmou que não muda sua postura de acordo com o gênero da pessoa envolvida e voltou a adotar um discurso direto.
“Eu não vou tratar quem é deselegante ou não tem respeito de uma forma diferente por ser mulher. Se me taca uma pedra, vou tacar uma pedra. Se quiser se vitimizar, espernear, pode fazer. Não muda nada para mim. Muitas vezes, você tem choques de personalidades, e eu acho que é isso.”
O próximo desdobramento será observar se Flamengo e Palmeiras voltarão a tratar de interesses comuns ou negociações no mercado, apesar da relação desgastada entre seus presidentes.
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