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R$ 495 milhões: Flamengo pisa no freio e decisão surpreende

O Flamengo adotou uma postura mais cautelosa nesta reta final da janela de transferências.…

Por Breno Siqueira · 3 min de leitura
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José Boto Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo
José Boto Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo
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O Flamengo adotou uma postura mais cautelosa nesta reta final da janela de transferências. Mesmo com as negociações de Gonzalo Plata e Wallace Yan, que devem representar aproximadamente R$ 109 milhões em receitas, a diretoria não pretende utilizar todo o dinheiro imediatamente na contratação de reforços.

Segundo informações do jornalista Diogo Dantas, de O Globo, a pressão política nos bastidores e a necessidade de cumprir o orçamento aprovado fizeram o clube diminuir o ritmo dos investimentos. O Flamengo chegou a avançar por Luiz Henrique e avaliou Thiago Almada, mas desistiu de operações consideradas muito pesadas financeiramente.

Flamengo precisa atingir R$ 250 milhões em vendas

Um dos principais pontos de atenção está na meta estabelecida para a negociação de jogadores. O Flamengo precisa alcançar R$ 250 milhões em vendas e ainda trabalha para se aproximar desse objetivo.

A preocupação aumentou depois de o primeiro semestre apresentar déficit acumulado de R$ 33,8 milhões. Um grupo de 12 conselheiros protocolou documentos nos Conselhos Deliberativo e Fiscal cobrando transparência e o cumprimento das medidas previstas no Estatuto.

Pelas regras internas, o Conselho Diretor pode perder sua autonomia para celebrar determinados acordos, contratos, empréstimos e antecipações de receitas quando os balancetes trimestrais registram déficit superior a 3% do faturamento previsto no orçamento.

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Esse cenário ajuda a explicar por que o Flamengo decidiu não elevar ainda mais os compromissos financeiros durante a janela.

Investimento em Paquetá pesa no planejamento

Somente no primeiro semestre, o Flamengo investiu aproximadamente R$ 495 milhões em contratações. A operação por Lucas Paquetá respondeu por R$ 315,7 milhões desse montante.

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Além dos investimentos elevados, a eliminação na Copa do Brasil reduziu a possibilidade de novas receitas esportivas. O clube também não disputa o Mundial de Clubes nesta temporada.

Por outro lado, o Flamengo argumenta que parte importante do déficit está relacionada à amortização contábil de R$ 192,4 milhões referente aos direitos econômicos dos atletas contratados. A receita total do primeiro semestre alcançou R$ 839 milhões, enquanto a receita recorrente chegou a R$ 732,4 milhões.

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E quem chega para substituir Plata?

A venda de Plata naturalmente aumenta a expectativa pela chegada de um substituto. Entretanto, o dinheiro obtido com as negociações não significa necessariamente que o Flamengo fará imediatamente outra contratação de grande impacto.

Plata, contratado anteriormente por aproximadamente R$ 60 milhões, deixa o clube em uma operação que pode alcançar R$ 72 milhões.

Neste cenário, a Libertadores ganhou ainda mais importância no planejamento. Internamente, segundo a publicação, conquistar o torneio passou a ser considerado praticamente indispensável para que o Flamengo termine o ano em um cenário positivo esportiva e financeiramente.

Assim, mesmo com dinheiro entrando no caixa, a prioridade da diretoria é equilibrar investimentos, vendas e execução do orçamento antes de avançar por uma contratação de maior porte.

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