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Flamengo quer mudar Brasileirão e faz proposta pesada à CBF

Clube enviou documento com 66 sugestões para reformular o futebol brasileiro, incluindo mudanças no…

Por Cristiano Santos · 4 min de leitura
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BAP Flamengo Foto: Divulgação / Gerada por IA
BAP Flamengo Foto: Divulgação / Gerada por IA
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Clube enviou documento com 66 sugestões para reformular o futebol brasileiro, incluindo mudanças no rebaixamento, calendário, gramados, arbitragem e segurança

O Flamengo voltou a se movimentar fora de campo e colocou na mesa um plano que pode mexer com a estrutura do futebol brasileiro. Em documento enviado à CBF, o clube apresentou uma série de propostas para modernizar competições, melhorar o espetáculo e aumentar o impacto econômico da modalidade no país.

Bap - Foto: Divulgação/ Flamengo
Bap – Foto: Divulgação/ Flamengo

O que o Flamengo propôs à CBF?

O Flamengo apresentou um documento de 65 páginas com 66 propostas para reformular o futebol brasileiro. As informações foram divulgadas pelo ge e mostram que o Rubro-Negro quer atuar como um parceiro propositivo da CBF na discussão sobre o futuro do esporte nacional.

O plano aborda temas como calendário, economia, governança, arbitragem, infraestrutura, segurança e experiência do torcedor. A ideia central é profissionalizar o mercado e ampliar a participação do futebol no PIB brasileiro.

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Segundo o projeto, as mudanças poderiam gerar impacto financeiro superior a R$ 153 bilhões na próxima década. Para isso, o Flamengo defende uma reorganização ampla, envolvendo desde a forma de disputa das competições até regras para SAFs e estrutura dos estádios.

Como o Brasileirão mudaria no plano do Flamengo?

Uma das principais sugestões do Flamengo é reduzir gradualmente o número de rebaixados na Série A do Campeonato Brasileiro. Pela proposta, em 2027 e 2028 cairiam apenas três clubes, sendo que o 18º colocado disputaria uma repescagem contra o 3º colocado da Série B.

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A partir de 2029, o modelo definitivo teria apenas duas quedas diretas. A mudança seria uma das alterações mais impactantes no formato atual do Brasileirão e teria como objetivo, segundo o projeto, tornar o campeonato mais equilibrado e atrativo.

O documento também sugere fixar horários de partidas, reduzir datas dos campeonatos estaduais, paralisar obrigatoriamente as competições durante as Datas Fifa e criar uma pausa técnica de inverno de 21 dias.

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Foto: Lucas Figueiredo / CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Por que o Flamengo quer o fim dos gramados sintéticos?

O Flamengo propõe acabar com os gramados sintéticos nas Séries A e B do futebol brasileiro. No lugar, o clube defende a obrigatoriedade de grama natural híbrida, seguindo padrões internacionais de qualidade.

A sugestão faz parte de um pacote voltado à infraestrutura e à melhoria do espetáculo. O Rubro-Negro também defende a profissionalização integral da arbitragem e a adoção de tecnologias como o impedimento semiautomático.

Na visão apresentada no documento, a padronização dos gramados, a qualificação dos árbitros e o uso de ferramentas tecnológicas ajudariam a elevar o nível das competições nacionais e aproximar o futebol brasileiro de ligas mais organizadas.

O que muda para torcedores e SAFs?

O plano do Flamengo também propõe mudanças em segurança, ambiente de estádio e governança dos clubes. Entre as sugestões está o fim de clássicos com torcida única, com incentivo à criação de setores mistos e familiares.

O clube ainda propõe integrar a biometria facial aos sistemas de segurança pública para identificar e banir infratores. Outra ideia é substituir progressivamente o policiamento ostensivo dentro dos estádios por orientadores privados, conhecidos como stewards.

Ao mesmo tempo, o Flamengo defende maior flexibilidade para a cultura de arquibancada, com liberação controlada de sinalizadores no pré-jogo, bandeirões e festas nas recepções dos ônibus.

Na parte de governança, o documento sugere regras mais rígidas para SAFs. Uma das propostas é impedir que um mesmo grupo econômico, investidor ou família exerça influência e controle sobre dois clubes que disputem a mesma divisão nacional.

Por enquanto, todas as ideias ainda são propostas e não significam mudança imediata nas regras. Mesmo assim, o movimento coloca o Flamengo no centro do debate sobre o futuro do futebol brasileiro e promete gerar discussões entre clubes, CBF, federações e torcedores.

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