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Fla-Flu reage na Justiça e tenta impedir Vasco x Boca no Maracanã

A Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela administração do Maracanã, apresentou uma manifestação à Justiça…

Por Breno Siqueira · 3 min de leitura
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FLAMENGO X BAHIA - CAMPEONATO BRASILEIRO - MARACANÃ - 19-04-20262079 Foto:Adriano Fontes/Flamengo
FLAMENGO X BAHIA - CAMPEONATO BRASILEIRO - MARACANÃ - 19-04-20262079 Foto:Adriano Fontes/Flamengo
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A Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela administração do Maracanã, apresentou uma manifestação à Justiça no processo que discute a utilização do estádio para Vasco x Boca Juniors, marcado para 20 de outubro. O Consórcio pediu que seja negada a tutela recursal solicitada para garantir a realização da partida no local.

Na manifestação apresentada no Agravo de Instrumento nº 3030820-38.2026.8.19.0000, a concessionária argumenta que a negativa ao Vasco foi uma decisão “pontual e tecnicamente amparada”, rejeitando a existência de tratamento discriminatório.

Fla-Flu cita negativas ao próprio Flamengo

Um dos principais argumentos apresentados pelo Consórcio envolve decisões anteriores relacionadas ao Flamengo. Segundo a manifestação, o próprio Rubro-Negro teve dois pedidos negados para utilização do Maracanã.

As recusas envolveriam um jogo comemorativo pelos 45 anos do título mundial e o tradicional Jogo das Estrelas, de Zico. De acordo com a Fla-Flu, as negativas aconteceram em 4 e 21 de setembro, respectivamente, antes da solicitação vascaína.

O Consórcio também afirma que o Vasco utilizou o Maracanã seis vezes desde abril de 2025 e sustenta que as recusas recentes ocorreram pela necessidade de preservar o gramado.

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Para embasar a posição, foram apresentadas manifestações técnicas da Greenleaf Gramados, empresa responsável pela manutenção do campo. Segundo os documentos citados pela concessionária, o gramado recém-implantado ainda estaria em processo de enraizamento e precisaria das janelas previstas no calendário para recuperação.

Consórcio aponta risco de três jogos em cinco dias

Outro argumento é que a inclusão de Vasco x Boca provocaria uma sequência de três partidas em apenas cinco dias no Maracanã, comprometendo a janela destinada à recuperação do campo.

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No aspecto jurídico, a Fla-Flu também argumenta que a obrigação de tratamento isonômico prevista no contrato de concessão não garantiria um direito irrestrito de utilização do estádio quando houver uma justificativa técnica para a recusa.

A concessionária ainda citou a Súmula 59 do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) para defender a manutenção da decisão questionada pelo Vasco.

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Engenhão aparece como alternativa

Na manifestação, o Consórcio sustenta ainda que não existiria urgência suficiente para justificar a medida porque a partida contra o Boca Juniors poderia ser disputada no Engenhão, que recentemente recebeu um confronto pela Sul-Americana.

A Fla-Flu também argumenta existir um possível “dano inverso” caso uma decisão judicial obrigue a inclusão de outro jogo durante o processo de recuperação do gramado.

Agora, caberá à Justiça analisar o pedido. A manifestação representa a argumentação do Consórcio Fla-Flu no processo e não uma decisão judicial definitiva sobre onde Vasco x Boca será disputado.

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#Brasil #Flamengo
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