A demissão de Filipe Luís no início de março ainda ecoa nos bastidores da Gávea, especialmente pelo contraste entre o sucesso de 2025 e a queda brusca em 2026. Em entrevista recente, o diretor de futebol José Boto foi direto ao ponto ao explicar por que o Flamengo decidiu interromper o trabalho do ídolo logo após uma goleada de 8 a 0 no Carioca. Para a diretoria, o problema não era a falta de gols, mas a rigidez tática do ex-lateral.
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O dilema do modelo de jogo do Flamengo
Segundo Boto, a principal diferença entre os treinadores reside na capacidade de adaptação. Enquanto Filipe Luís mantinha um modelo de jogo fixo, o clube buscava alguém com maior flexibilidade para lidar com as variações do elenco.
“Existem treinadores muito agarrados ao seu modelo de jogo. Há outros que são mais ‘camaleões’, adaptam-se mais aos jogadores que tem, sabem tirar partido dos jogadores que tem. Nós achamos que precisávamos de um treinador desses, e Leonardo Jardim é um técnico que consegue isso”, disparou o dirigente.

O contexto da queda e a decisão final
Apesar de ter conquistado o Brasileirão e a Libertadores no ano anterior, o início de 2026 foi traumático para o Mais Querido sob o comando de Filipe Luís. As perdas dos títulos da Supercopa do Brasil para o Corinthians e da Recopa Sul-Americana para o Lanús, dentro do Maracanã, ligaram o sinal de alerta na diretoria comandada por Bap e Boto.
BALANÇO DE FILIPE LUÍS (2026)
Substituído por Leonardo Jardim em Março.
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