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Foto: Gilvan de Souza / CRF

R$ 70 milhões e um acordo silencioso: Por que o Flamengo decidiu manter Bruno Henrique mesmo em baixa?

Diferente da novela traumática de dois anos atrás, a renovação de Bruno Henrique com o Flamengo caminha para um desfecho rápido e sem alardes. O atacante, que se tornou um dos maiores vencedores da história do clube com 17 títulos, encaminhou a extensão do seu vínculo até o fim de 2027. Mas o que está por trás dessa decisão da diretoria em manter um atleta de 35 anos que vem sofrendo com lesões?

Os termos do novo acordo: Sem redução, mas sem topo

Um dos pontos que mais chamou a atenção nas negociações foi a manutenção do patamar salarial. O Flamengo optou por não propor redução, e o estafe do jogador também não viu motivos para tal. Entretanto, a realidade financeira do clube mudou: se em 2024 BH estava no topo da folha, hoje existem atletas no elenco que ganham quase três vezes mais que o camisa 27.

Na última renovação, o custo total do atacante girou em torno de R$ 70 milhões entre luvas, comissões e salários. Desta vez, a transição é vista como natural para um jogador que deve encerrar sua trajetória profissional vestindo o Manto Sagrado.

Por que renovar agora?

Mesmo com apenas 11 jogos em 2026 e uma pubalgia que o afastou por 45 dias, a confiança em Bruno Henrique nunca oscilou internamente. Os motivos vão além das quatro linhas:

  • Referência e Liderança: BH é visto como o “guardião” dos valores rubro-negros e peça-chave na união do grupo.
  • Versatilidade com Jardim: O técnico português ganhou uma alternativa importante com o atacante, que voltou bem nos jogos contra Santos e Cusco.
  • Identidade: Ao lado de Arrascaeta, ele é o maior vencedor da história do clube, o que pesa na decisão política e técnica da gestão.

RAIO-X: BH NO FLAMENGO

Chegada ao Clube 2019
Títulos Conquistados 17
Gols em 2026 03
Novo Vínculo Dez/2027

Assinatura prevista para a próxima semana.

A tendência é que o anúncio oficial ocorra nos próximos dias, selando o destino de um ídolo que, aos 35 anos, ainda entende que tem “lenha para queimar” antes de pendurar as chuteiras.

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Foto: Gilvan de Souza